

Sua origem está nos processos de autoimagem e desenvolvimento humano. Ao longo de sua aplicação em experiências individuais e coletivas, seus princípios e dispositivos também passaram a contribuir para processos de facilitação, participação e construção de conhecimento.
No CorpoMemória™, a imagem não funciona apenas como representação.
Ela pode provocar, revelar, ativar memórias, criar associações e abrir outras possibilidades de expressão e percepção.
O corpo é compreendido como território da experiência.
A memória, como algo que não pertence apenas ao passado, mas participa da maneira como interpretamos o presente.
E a percepção ocupa um lugar central porque aquilo que conseguimos reconhecer modifica também nossa possibilidade de compreender e agir.
Como o CorpoMemória™ entra nos projetos Aflora
Nem todo projeto Aflora utiliza o CorpoMemória™.
Quando a pergunta, o contexto e as pessoas envolvidas justificam sua presença, princípios e dispositivos do método podem ser incorporados para investigar e trabalhar questões relacionadas a:
percepção e reconhecimento
imagem e representação
identidade e pertencimento
memória individual e coletiva
corpo e território
narrativas pessoais e coletivas
mudanças de perspectiva
construção de significado
Imagens, autorretratos, fotografias de arquivo, objetos, desenho, palavra, corpo, movimento e memória podem se tornar dispositivos de investigação e expressão.
O CorpoMemória™ amplia nosso repertório quando precisamos acessar dimensões da experiência que a palavra, sozinha, nem sempre alcança.
A IMAGEM COMO FORMA DE CONHECIMENTO
Na Aflora, a imagem ocupa um lugar que vai além da documentação.
Uma fotografia pode registrar aquilo que aconteceu.
Mas também pode provocar uma conversa, revelar uma percepção, ativar uma memória, tornar visível uma relação ou permitir que alguém expresse algo para o qual ainda não encontrou palavras.
Uma pessoa pode produzir uma imagem, escolher uma fotografia, reagir ao próprio retrato, revisitar um arquivo, fotografar seu território ou interpretar imagens produzidas por outras pessoas.
Cada uma dessas ações pode abrir uma forma diferente de compreender uma experiência.
Por isso, a imagem pode assumir diferentes funções em nossos processos:
REGISTRO • ESCUTA • INVESTIGAÇÃO • EXPRESSÃO • PARTICIPAÇÃO • EVIDÊNCIA • MEMÓRIA • DEVOLUTIVA • NARRATIVA
Às vezes, uma imagem não responde à pergunta. Ela permite que uma pergunta melhor apareça.
COMO NASCE UM PROJETO AFLORA
1. Começamos pela pergunta
O que sua organização precisa compreender, documentar ou preservar?
2. Compreendemos o contexto
Conhecemos o projeto, o território, as pessoas envolvidas, os conhecimentos existentes, os objetivos e os limites do processo.
3. Desenhamos o percurso
Definimos metodologia, participantes, linguagens, equipe, cronograma e formas de registro.
4. Entramos em campo
Escutamos, observamos, facilitamos e documentamos de acordo com o desenho construído.
5. Elaboramos
Relacionamos informações, imagens, experiências e perspectivas para identificar aquilo que o processo permite compreender.
6. Materializamos
O conhecimento produzido pode assumir diferentes formas: relatório, fotografia, filme, diagnóstico visual e narrativo, publicação, exposição, acervo, banco estratégico de imagens, histórias de impacto ou outras materializações adequadas ao projeto.
7. Devolvemos
Quando pertinente, aquilo que foi produzido retorna às pessoas, organizações ou territórios envolvidos e pode alimentar novos movimentos.