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Em que acreditamos

Os trabalhos que desenvolvemos com a AFLORA refletem nossos paradigmas e nossa perspectiva de possibilidade de mudanças nas crenças enraizadas do ser humano, que por vezes dificultam olhares e inter-relações, limitam ações e projeções de futuro.

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A complexidade

Acreditamos na complexidade do mundo e que cada indivíduo é um universo. Existimos EM RELAÇÃO com pessoas, com lugares, com idéias, com sensações, com pensamentos. Ao considerar a complexidade dessa teia de relações que cada pessoa vivencia, buscamos alargar nosso olhar para o indivíduo em um contexto mais amplo que ele, contextualizando os emaranhados dessas conexões, as interlocuções possíveis consigo mesmo, com o outro e com o mundo.

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A instabilidade

Acreditamos que o ser humano e o mundo são instáveis. Não SÃO, mas ESTÃO em constante processo de tornar-se, inacabados, inconclusivos, inconstantes.

Somos ambivalentes, paradoxais, permeado por frestas, por enigmas, por não saberes sobre nós mesmos. E ao interagir com o meio, modificamos e somos modificados por ele em constante influência mútua. Por isso, acreditamos que mudanças no ser e estar no mundo são, não somente possíveis como inevitáveis.

Reconhecemos ainda, a imprevisibilidade e incontrolabilidade dos fenômenos. Nas relações, o constructo constante é sempre maior que a simples soma das partes, sendo impossível a previsão e/ou o controle de todos os resultados e impactos. Um gesto, uma palavra, um toque, um  movimento, “podem impacar infinito infinito”.

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A subjetividade

Acreditamos que o conhecimento do mundo não é objetivo. Não existe uma realidade única pré existente ao nosso olhar. “Tudo que é dito, é dito por um observador, a outro observador” (MATURANA). Consideramos que as múltiplas realidades são construídas subjetivamente e co-existem. Cada um observa e compreende o mundo a partir das suas próprias experiências, crenças e valores que se (des)constrói ao longo da vida. Isso nos leva a legitimar O OUTRO em nosso espaço de convivência.

Ao nos percebermos como parte subjetiva integrante dos sistemas com os quais atuamos, nos libertamos da narrativa da suposta imparcialidade. Nos colocamos presentes com nossos afetos, compreendendo e nos abrindo para afetar e ser afetadas pelos atravessamentos dessas relações que se constroem nos nossos encontros. Dispostas a  rever em nós o que temos de incompreendido e a oferecer de nós o que temos de melhor.

A individualidade e o reconhecimento de si

Acreditamos que existe algo primário, relacionado ao bem estar e a felicidade individual que interfere absolutamente em tudo na vida.

A sustentabilidade emocional passa pelo processo do despertar de algo íntimo e particular que cada sujeito tem como estruturante do seu ser.

Passa pelo (des)conhecimento e pelo  (re)conhecimento de si, pela valorização de sua singularidade, pelo descortinamento de suas faltas. Passa pelas quebras de paradigmas, pela construção e aprimoramento de recursos emocionais e simbólicos para lidar consigo mesmo e com o outro, com o próprio corpo, com as emoções que lhe afetam. Passa pela construção da auto-imagem, pelo fortalecimento da auto-estima.

Passa pela consciência de comportamentos, pela (re)construção de perspectivas, pelo aflorar de pulsões, pela sustentação de desejos.

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A recursividade

Acreditamos na recursividade dos fenômenos e no campo morfológico vibratório. Que quanto mais nos tornamos conscientes das nossas próprias rachaduras, de como queremos e podemos lidar com elas, quanto mais movimentamos nossa vontade de viver e nossa potência de existir,  quanto mais aprimoramos nossas habilidades emocionais para lidar com as questões decorrentes das nossas vivências, mais ampliamos as reações em cadeia, as conexões dos fazeres, a sinergia das ações, o impulso das potencias, a compaixão dos sentires e a harmonia sutil da convivência. 

A sustentabilidade emocional e o bem estar ampliam as perspectivas de vida dos indivíduos e isso reflete para o externo, na sua forma de estar e interagir no mundo. Impacta outros ao redor, gera mudanças nos laços relacionais e nas formas de transformar os espaços que se ocupa.

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